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quinta-feira, 23 de julho de 2009

Valor Econômico - 23 de Julho de 2009 pag.B2

Micro Focus anuncia abertura de subsidiária no Brasil

Negócios
Micro Focus anuncia abertura de subsidiária no Brasil
Especializada na linguagem de programação Cobol, empresa passa a vender diretamente no País. Parceiros serão mantidos.

Por Rodrigo Caetano, da Computerworld
22 de julho de 2009 - 14h21página 1 de 1Recursos: Imprimir Texto Enviar por e-mail Comentar Reportar Erros Widgets Cadastrar Feeds Ampliar texto Reduzir textoBookmark:
A Micro Focus, empresa inglesa especializada em sistemas de gerenciamento de aplicações e modernização de ambientes, vai abrir subsidiária no Brasil. A companhia atuava no País, até o momento, por meio de representantes.

O responsável pela operação brasileira da empresa será Marco Leone, ex-presidente da americana CA, fornecedora de sistemas de gerenciamento e segurança. Leone passou mais de dez anos na empresa, dos quais cinco como principal executivo no País.

Segundo o executivo, a Micro Focus, nos últimos anos, adotou uma estratégia de crescimento por meio de aquisições. A mais significativa, diz Leone, foi a da área de qualidade de software da Compuware, desenvolvedora de sistemas para aprimoramento de desempenho.

No início deste ano, a Micro Focus chegou a um acordo para a aquisição da Borland, especializada em soluções para o gerenciamento do ciclo de vida de aplicações. O negócio ainda precisa ser aprovado pelos acionistas da empresa e deve ser concluído nos próximos meses.

Leone afirma que as aquisições podem continuar, inclusive localmente. “Se fizer sentido para a estratégia da empresa, pode acontecer”, diz. O executivo explica que a companhia tem comprado empresas tanto para aumentar a base de clientes, quanto para complementar a oferta de produtos.

A Micro Focus tem forte atuação no segmento de finanças, principalmente em sistemas legados e mainframes, grandes servidores utilizados em larga escala pelos bancos brasileiros. Boa parte desses ambientes ainda utiliza a linguagem de programação Cobol, especialidade da companhia.

De acordo com Leone, no Brasil existem muitas oportunidades na área de modernização de sistemas legados. Além do setor de finanças, a empresa também pretende focar nos segmentos de manufatura e saúde.

A abertura de uma subsidiária no País não, afirma Leone, não muda a relação da companhia com os parceiros atuais. “Vamos vender direta e indiretamente”, diz. Em 2008, a Micro Focus faturou, globalmente, 247,7 milhões de dólares, uma alta de 20% em comparação ao ano anterior.

quinta-feira, 16 de julho de 2009

Micro Focus Confirms Top 10 Global Financial Institutions as Customers

Micro Focus Confirms Top 10 Global Financial Institutions as Customers

Changing financial regulations drive need for modern, flexible IT architectures

MOUNTAIN VIEW, CA, July 7, 2009

More financial organizations are turning to application modernization to develop flexible IT infrastructures capable of meeting changing regulations and market conditions in the wake of the global economic crisis, according to Micro Focus (LSE.MCRO.L), the leading provider of enterprise application management and modernization solutions. All of the ten largest global financial institutions are Micro Focus customers.
Micro Focus has seen a recent surge in interest from across all vertical sectors, including financial services and banking organizations, and now boasts over 1,900 North American financial institutions as customers. Additionally, 60 percent of the top 100 US financial institutions are currently Micro Focus customers. Changing regulations in the face of a faltering economy, such as Reg NMS and the FDIC’s recent edict for financial institutions to modernize deposit systems, have created a demand for IT modernization within the capital markets.
“As we have all seen, the results have been catastrophic when large financial institutions are slow to respond to changing regulatory and market conditions,” Ken Powell, President, North America, Micro Focus. “The IT departments within financial organizations have some real assets in the form of valuable business logic and mission-critical applications – but those assets can be bogged down by unwieldy infrastructures. Micro Focus enables financial organizations to unlock the value of their existing IT applications, turning them into strategic resources.”
Micro Focus enables organizations to understand the applications that automate core business operations. This allows customers to quickly locate where mandated changes must be made, execute those changes without disruption, and demonstrate compliance through transparency and governance of their application portfolio.
Beyond regulatory compliance, Micro Focus’ application management and modernization solutions deliver additional benefits to its financial services customers. Micro Focus enables its customers to run mission-critical mainframe applications in lower-cost environments, allowing them to maximize their investment in COBOL by integrating these applications into more modern architectures such as .NET, Linux and Unix. As a result, financial organizations – now under increased scrutiny and pressure to minimize IT spending due to the global economic collapse – are able to drastically reduce costs.
At the same time, the increased agility resulting from more modern architectures enables IT departments to better align themselves with the organizations’ overall direction. Micro Focus’ application portfolio management (APM) solutions enable customers to gain valuable insight into the breadth and depth of existing IT assets, ensuring optimized resource allocation for compliance mandates. Micro Focus also enhances data security and application testing, ensuring that banks can safeguard client information and the stability of their core business processes.
About Micro Focus
Micro Focus, a member of the FTSE 250, provides innovative software that allows companies to dramatically improve the business value of their enterprise applications. Micro Focus Enterprise Application Modernization and Management software enables customers’ business applications to respond rapidly to market changes and embrace modern architectures with reduced cost and risk. For additional information please visit www.microfocus.com

Micro Focus Realiza o seu principal Evento Anual

Micro Focus Realiza o seu principal Evento Anual


De 11 a 13 de Maio todos os profissionais, programadores, Vendedores de Software Independentes (ISV’s) e analistas de software irão conhecer as mais recentes tendências sobre Cloud Computing, redução de custos, modernização e migração de aplicações, Web 2.0 e sobre o futuro de COBOL.

Num formato de Fórum Virtual On-line, serão debatidos temas em torno da gestão da modernização de aplicações no mercado mundial.
Lisboa, 29 de Abril de 2009.- A Micro Focus®, fornecedor líder em gestão, desenvolvimento e modernização de aplicações empresariais, vai realizar nos dias 11 a 13 de Maio o seu principal encontro anual Micro Focus Live 2009.

Num formato de Fórum Virtual On-line, o Micro Focus Live 2009 irá centrar-se em temas tão relevantes como o Cloud Computing, a Redução de Custos, as Migrações e a Modernização de Plataformas, destacando através das diferentes apresentações, o que está a acontecer na Gestão da Modernização e nas Aplicações a nível mundial.
O Micro Focus Live 2009 é gratuito e on-line, dirigindo-se a todos os profissionais, programadores, ISVs e analistas de software com o objectivo de dar a conhecer, em primeira mão, as mais recentes tendências sobre Cloud Computing, redução de custos, Web 2.0 e o futuro do COBOL.

O tema central durante estes dias será o Cloud Computing e a Micro Focus irá demonstrar a sua posição de liderança neste novo cenário. O Evento que terá início no dia 11 de Maio no Continente Asiático prosseguirá nas Regiões EMEA, América Latina e Norte da América, disponibilizando os conteúdos on-line durante um ano.
Durante os 3 dias realizar-se-ão mais de 18 mesas redondas, 10 testemunhos de clientes e parceiros a nível mundial, por forma a cobrir os temas mais apaixonantes sobre modernização e gestão de aplicações através deste formato on-line inovador.

Provenientes da região Ibérica, a Micro Focus irá contar com a participação da Accenture, da HP e da Rural - Serviços Informáticos. As apresentações no Desenvolvimento de Soluções para a Melhoria de Produtividade, Redução de Custos e SOA (Arquitectura Orientada a Serviços) e na Gestão e Modernização de Aplicações. Os participantes terão à disposição, durante estes 3 dias, diferentes fóruns, salas de chat, entre outras ferramentas on-line.

Encontre Parceiros Microsoft para Seus Projetos de Modernização

Projetos de modernização do mainframe requerem hardware escalonável e confiável, software especializado e grande experiência em projetos. A Microsoft trabalha com fornecedores nessas categorias para oferecer uma abordagem holística à modernização. No Brasil você pode localizar os parceiros da Microsoft acessando o Solution Finder


Soluções de Software


Embora diferentes ambientes do legado e estratégias de modernização exijam diferentes conjuntos de ferramentas, a maioria dos projetos precisam lidar com aplicações COBOL, CICS e JCL existentes. Ferramentas de software e ambientes de tempo de execução estão disponíveis em diversos ISVs para as empresas que desejarem continuar dando suporte a essas aplicações nas plataformas Windows e Microsoft .NET.

Accenture
Muitas organizações possuem tecnologia acumulada que impede a produtividade e a flexibilidade. Segundo uma pesquisa da Accenture, mais de metade das aplicações de negócios têm de cinco a vinte anos. A Accenture pode ajudar os clientes a obter mais valor de seus investimentos existentes através da reestruturação de plataforma, desativação, correção e engenharia reversa de tecnologias e aplicações do legado. O resultado é estabilidade e flexibilidade aumentadas, custo reduzido e vida prolongada para os ativos de TI atuais.

ATERAS
A ATERAS dá suporte a empresas globais há 25 anos, oferecendo um método completo e automatizado para as organizações proteger ativos do legado, reduzir custos de manutenção e capacitar Arquitetura Orientada a Serviço (SOA - Service Oriented Architecture) de aplicações críticas. A tecnologia de automação de patente pendente DB-Shuttle™ realiza conversões de bancos de dados do legado como IDMS, VSAM, Adabas e IMS, inclusive os bancos de dados e aplicações de mainframe para um ambiente do Microsoft .NET. Isso inclui converter aplicações mais antigas para novas linguagens tais como o Microsoft Visual Basic .NET e C# .NET, assim como converter os bancos de dados não-relacionais para Microsoft SQL Server.


Micro Focus
Uma Parceria Global focada na Modernização de Aplicação de Mainframe, extensão do .NET e nova geração de habilitação de Web.

Focada em fornecer a nossos clientes os mais altos níveis de integração com .Net e a Plataforma de Aplicações Windows para soluções de desenvolvimento, testes e implantação de aplicações de mainframe. Essa colaboração nos permite, juntos, fornecer mais eficientemente uma estratégia de plataforma alternativa para empresas maximizarem o valor de suas aplicações e sistemas corporativos COBOL do legado, assim como acelerar iniciativas de vendas e desenvolvimento, oferecendo aos clientes uma maior escolha e agilidade para aplicações de mainframe.

Reunimos três décadas de experiência da Micro Focus em mainframe com a visão da Plataforma de Aplicações da Microsoft e recursos corporativos para fornecer a última geração de soluções enterprise-ready para aplicações de mainframe. Nossas soluções permitem às empresas modernizar, estender e explorar seu portfólio de ativos de TI corporativos, capacitando nossos clientes a responder rapidamente a exigências do mercado e abraçar arquiteturas modernas como SOA e computação em Nuvem. Nós oferecemos uma alternativa pragmática, de alto retorno e baixo risco para estratégias de reestruturação ou substituição. Tecnologias Micro Focus fornecem um "caminho adiante" que tem, no mundo inteiro, a confiança das organizações mais exigentes.

Micro Focus amplia oferta pela aquisição da Borland

Micro Focus amplia oferta pela aquisição da Borland
por IT Web

01/07/2009
Inicialmente, companhia ofereceu US$ 75 milhões; nova proposta totaliza US$ 113 milhões

No início de maio, o mercado se deparou com a informação de que a Micro Focus compraria a Borland Software Corporation, especializada em soluções Open ALM, por US$ 75 milhões. Na ocasião, a informação era de que a operação seria concluída até o final do terceiro trimestre. Agora, em novo comunicado, a Micro Focus avisa que decidiu ampliar o valor ofertado para US$ 1,50 por ação, ou, US$ 113 milhões.

A revisão da oferta recebeu aprovação unânime da diretoria das duas companhias. Em nota, o CEO da Micro Focus, Stephen Kelly, afirma que permanece a análise racional para a continuidade da transação. Ele diz ainda que os processos regulatórios e de aprovação estão em andamento. Por fim, o executivo diz que a revisão da oferta seguiu critérios financeiros aplicados a todas as aquisições.

Marco Leone assume comando da Micro Focus no Brasil

CARREIRA

Marco Leone assume comando da Micro Focus no Brasil

São Paulo - O executivo, ex-gerente geral da CA, até então atuava em carreira solo como sócio da SaleSolution
Por REDAÇÃO DO COMPUTERWORLD
07 de maio de 2009 - 11h45

Marco Leone está assumindo o comando da Micro Focus, empresa especializada em desenvolvimento de ferramentas de gerenciamento de aplicativos, no Brasil. A companhia vive atualmente um momento de expansão. Acaba de anunciar a compra da Borland por 75 milhões de dólares e a aquisição de linha de produtos Quality Solutions da Compuware, em um negócio de 80 milhões de dólares.

Ainda sem muitas definições sobre o futuro das operações, Leone - que segue para Dallas (EUA) na próxima semana - adiantou ao COMPUTERWORLD que a Micro Focus continuará privilegiando o atendimento e o suporte aos clientes da Borland e aos da linha de Quality da Compuware. "Da mesma forma que tudo caminha na normalidade em relação a base da Micro Focus Brasil e seus representantes comerciais", afirma.

>> Participe das discussões da CW Connect

Leone foi gerente geral da CA Brasil, onde fez carreira ao ficar por 11 anos - dos quais seis como número um da subsidiária. Antes de aceitar o convite da Micro Focus, o executivo atuava como sócio da SaleSolution, consultoria brasileira especializada em desenvolvimento de vendas. Acumula experiência de mais de 20 anos no mercado de TI.

O que é que tem dentro da caixa-preta da TI das grandes corporações?

Colunistas | Gestão

O que é que tem dentro da caixa-preta da TI das grandes corporações?
Marco Leone Fernandes
Atualizado em 16/07/2009
Recentemente participei do maior evento de tecnologia da informação da América Latina, certamente um dos melhores do mundo. O que mais me chamou atenção foi uma apresentação de um CIO mundial de um grande banco, quando testemunhei um projeto grandioso de integração e modernização de suas principais aplicações, sobretudo por se tratar de uma empresa global que cresce por meio de aquisições.

Conversando com outros CIOs de grandes bancos locais, percebi que de um modo ou de outro a estória é bem semelhante: sistemas heterogêneos e proprietários vindos de diversas aquisições que convivem com o legado já existente, se conectando como um grande quebra-cabeça com o cliente final.

O mais interessante é que a maior parte de tudo que é investido por essas empresas destina-se, tão somente, a “manter as luzes acesas” – ou seja, as aplicações funcionando.
Isso, por si só, já se constitui em grande desafio, principalmente ao tomarmos como exemplo o setor bancário brasileiro: onde menos de 50% da população é “bancarizada”, mesmo conquistando mais e mais clientes dia-a-dia os sistemas bancários precisam manter a mesma performance, segurança, infraestrutura e disponibilidade.

Na média, aproximadamente 80% de todo o investimento é para isso, e somente os 20% restantes vão para a inovação e para a criação de novos produtos para os seus clientes.
Essas aplicações foram desenvolvidas na década de 60 e o grande desafio foi modernizá-las. É certo que muito já foi reescrito, mas a um alto risco e custo, e que uma outra parte foi substituida por pacotes que, apesar de apresentarem um risco menor, continuam custando muito caro em razão da necessidade de customização e de um longo prazo de implementação.

Parte dessas aplicações foi migrada para ambientes abertos e modernizada, como o caso do CIO acima, e pelo que parece, pelo baixo risco e curto prazo de implantação, tem se demonstrado a alternativa mais interessante.

Comecei minha vida profissional como programador, e durante os últimos 20 e poucos anos assisti a ascensão e a queda de muitas linguagens de programação. Neste ano, comemora-se o cinquentenário da mais longeva de todas as linguagens: o COBOL, que, não obstante os anos que se passaram, continua firme e forte.

É importante ressaltar que mais de 70% das aplicações de missão crítica das grandes empresas ainda usam COBOL. São mais de 65 bilhões de linhas de código com uma performance e alta disponibilidade invejável!

O grande desafio para esses usuários é quanto ao custo de desenvolver, testar e “rodar” essas aplicações em sistemas proprietários, pois o custo por MIPS pode variar de 500 até 4000 mil dólares, dependendo do ambiente e do volume processado. Esse ambiente agora está renovado, podendo funcionar diretamente na Web inclusive no modelo de SaaS e cloud computing.

Talvez sejam essas as razões pelas quais muita gente jovem venha estudando essa linguagem já “balsaquiana”, que continua com demanda de empregos maior do que a capacidade do mercado em oferecer novos profissionais, traduzindo-se em emprego garantido para aqueles que a dominam, coisa muito rara nos dias de hoje em qualquer profissão.

Muita coisa mudou nos últimos 50 anos, mas neste nosso mundo de TI, o COBOL continua sendo o motor das grandes aplicações e, se a opinião dos mais entendidos no assunto se concretizar, ele continuará por aí por pelo menos mais 50 anos. Quem viver verá!
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Quanto vale um segredo?

Quanto vale um segredo?
Marco Leone Fernandes
Atualizado em 16/06/2009
Recentemente tivemos notícias de uma famosa atriz americana que teve seus dados médicos sobre um câncer vendidos por um funcionário do hospital e publicados por um jornal de fofocas sobre celebridades. O resultado foi devastador e a atriz, que não queria publicidade sobre o caso, foi assediada por legiões de paparazzi e repórteres indiscretos, o que agravou em muito seu delicado estado de saúde.
Esse é um exemplo, dentre muitos outros, que demonstra quais podem ser as consequências de se ter o sigilo e a segurança das suas informações violadas.
Hoje é fundamental para pessoas e empresas que elas possuam múltiplos pontos de contato com seus clientes, parceiros e fornecedores. Há, entretanto, que se ter como norte, verdadeira bússola a nortear a sua estratégia, a segurança no trato dessas informações.
Segundo os estudiosos do assunto, a segurança da informação está apoiada no tripé pessoas, processos e ferramentas, não sendo possível definir uma boa política de segurança da informação sem o conhecimento prévio e detalhado não apenas do processo em que as informações estão contidas, mas também de onde ela se origina, para quem ela é distribuída, como ela é armazenada, quem tem acesso a ela, por quanto tempo e por qual motivo.

Parece claro que as informações que não são públicas devem ter seu acesso franqueado a um grupo restrito de pessoas, e o controle de acesso deve ser feito com extremo zelo e cuidado, evitando-se assim que as corriqueiras mudanças organizacionais possam acarretar a violação dos dados por pessoas não mais habilitadas a isso.

Imaginemos o absurdo de se constatar que aquele funcionário, transferido do departamento financeiro para o departamento comercial, continue tendo acesso a todas informações do seu antigo departamento? Ou ainda pior, um funcionário desonesto ou insatisfeito, demitido por justa causa em uma sexta-feira qualquer, que continue acessando os sistemas da sua empresa por todo o fim-de-semana? Parece trágico, e realmente é...

Por mais incrível que pareça, ainda hoje mais de 70% das tentativas de invasão e de roubo de informações não são obra dos lendários hackers e seus cavalos de tróia, mas de funcionários das próprias corporações.

Grande parte dos problemas de segurança decorre de atitudes absolutamente banais, como a colocação de adesivo contendo a senha pessoal embaixo do teclado, o empréstimo de seu usuário para um amigo, ou, o que é ainda pior, a simples curiosidade de saber o salário do seu diretor. Para evitar que isso aconteça, é fundamental que as pessoas sejam orientadas quanto às práticas mais adequadas para preservarem suas informações e sobre as políticas de segurança definidas por sua empresa.

É claro que nem tudo é feito de forma tão inocente. Existem quadrilhas especializadas em roubar informações sob sigilo industrial e senhas bancárias, isso sem falar no verdadeiro comércio sobre tudo o que acontece na vida dos famosos para os tablóides sensacionalistas.

É aqui que entra o último apoio do tripé: mesmo tendo todos os processos definidos e revisados, ou até mesmo todas as pessoas capacitadas sobre as melhores práticas de segurança, somente com o uso de ferramentas de segurança específicas para gestão de identidade, controle de acesso, antivírus, anti-spyware, tokens, dispositivos biométricos, entre outros, é que se poderá garantir efetivamente uma proteção adequada para a sua empresa.

O valor de um segredo só pode ser mensurado quando ele se torna público, e o seu custo, frequentemente é bem maior do que aquele que você deixou de investir para protegê-lo.
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Qual é o limite de fazer “mais com menos”?

Colunistas | Gestão

Qual é o limite de fazer “mais com menos”?
Marco Leone Fernandes
Atualizado em 06/05/2009
Temos vários exemplos no mundo corporativo onde a falta de planejamento e de processos acaba gerando muito esforço e pouco resultado – o que, quase sempre é sinônimo de ineficiência e desperdício no mercado altamente competitivo em que vivemos. Fazer mais com menos, à primeira vista, pode sugerir algo não muito correto, já que parece difícil imaginar que vender 1.000 unidades de um produto possa ser pior do que vender cem, ou que prestar 1.000 horas de serviços seja pior do que prestar 300, ou ainda que atender 100 clientes seja pior do que atender 20. Contudo, uma análise mais profunda poderá esclarecer tal afirmação com relativa facilidade.

A busca pela liderança, pelo primeiro lugar, muitas vezes tem um preço muito alto e desnecessário. Para o atingimento de resultados pontuais, por vezes, deixamos de analisar uma situação de forma mais abrangente.

De que adianta conceder altos descontos para aumentar a quantidade vendida sem levar em consideração todos os outros custos da cadeia produtiva ? De que adianta aumentar a sua folha de pagamento para atender a uma demanda pontual e de baixa rentabilidade, se isso pode acarretar outros custos bem maiores na readequação dessa equipe? Será que todo cliente que você atende merece ser seu cliente, ou seja, são todos clientes ideais para o seu negócio?

As respostas para essas perguntas estão na maneira como você administra a sua empresa. Há quanto tempo você não faz uma boa análise no seu portfólio de produtos e serviços, indagando o quanto eles são verdadeiramente representativos na sua receita e lucratividade? Não seria interessante reduzir esse número e dedicar um esforço maior ao que realmente dá certo?

Você tem certeza que é realmente necessário oferecer atendimento a todos esses clientes? Eles só compram de você pelo menor preço ou reconhecem o valor que você agrega a estes produtos e serviços, e estão dispostos a pagar um pouco mais por isso? Quanto custa para atendê-los nos casos em que você não é percebido como estratégico para o negócio deles? Não seria melhor atender de forma mais personalizada os seus melhores clientes, entendendo realmente suas necessidades, sendo um parceiro estratégico e bem remunerado?

Após essa breve análise, será que você continua precisando de todos os seus funcionários, ou você pode dispensar alguns e pagar melhor aos verdadeiros talentos de sua organização? E a sua infra-estrutura, ela é compatível com a expectativa do mercado, ou é demasiadamente sofisticada, muito acima dos padrões esperados?

A verdade é que ostentar, hoje em dia, é “cafona”, e o cliente sempre pensará que para sustentar o seu luxuoso escritório, será ele a pagar a conta final!

O outro lado da mesma moeda, entretanto, é que qualidade, hoje em dia, não é mais um diferencial, é sim um pré-requisito. Seus concorrentes estão sempre a um passo de roubar o seu melhor cliente e o seu melhor funcionário; por isso, manter os bons clientes e seus talentos satisfeitos é questão de sobrevivência corporativa. O tripé competência (saber fazer), motivação (querer fazer) e criatividade (fazer mais com menos) é a resposta.

Finalmente, tenha muita atenção, porque o limite de fazer “mais com menos” é fazer “mais ou menos”, e isto jamais será perdoado.
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