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domingo, 1 de julho de 2012

Quanto tempo o tempo tem?

Marco Leone Fernandes
Publicado em 11/06/2012 às 12:01
Temos pouco controle sobre nossas vidas, o imponderável vive desafiando quem pretende controlar totalmente a sua vida pessoal e profissional. O pouco controle que temos sobre a vida vem do controle e da utilização do tempo. Você controla sua vida controlando seu tempo. Quanto mais controle você tem sobre as coisas que são mais importantes para você, mais feliz e realizado você se sentirá. Tudo começa pelo entendimento do que é realmente importante e essencial para você, quais são as suas reais prioridades e o que você realmente valoriza na sua vida. Dessa forma, a gestão do tempo se torna muito mais do que uma simples busca de tentar ser mais e mais eficiente, e sim empregar o máximo de tempo possível sobre as coisas que são realmente importantes, em vez de cuidar somente do que é urgente.

uma distinção importante entre algo que é vital e algo que é urgente. De um modo geral, uma tarefa urgente requer atenção imediata, mas pode não ser necessariamente muito importante. Algumas das tarefas mais importantes na vida nunca são urgentes, mesmo que elas sejam extremamente vitais. Outras tarefas podem nunca ser importantes, mas elas parecerão urgentes. O segredo é identificar as suas atividades vitais e tratá-las com um senso de urgência para que possam competir efetivamente com as inúmeras tarefas urgentes, mas sem importância que virão ao longo de cada dia. De um modo geral, a carreira de uma pessoa é a área em que mais tempo é investido. Desenvolver uma carreira em sintonia com seus valores e prioridades evitará que você se torne estressado e improdutivo. Essa frustração pode acumular ao longo dos anos, e fazer as pessoas terem um grande colapso nos momentos críticos.

Em resumo, se você dedicar o seu tempo resolvendo somente o que é realmente urgente e importante estará somente gerenciando crises, “apagando incêndios” com baixa eficiência. Por outro lado, priorizar o que não é importante e nem tampouco urgente é desperdiçar tempo. O melhor caminho é tratar do que é realmente importante de maneira pró-ativa, dedicando o tempo necessário para cada atividade, sem esquecer de reservar algum tempo para as indesejáveis emergências e interrupções naturais do dia a dia.

Manter o perfeito equilíbrio entre a vida profissional e pessoal, priorizando o que é importante para você, para a sua família e para sua carreira ou negócio, é o segredo do sucesso das pessoas felizes e bem sucedidas.

O pirata inadivertido

Gestão

O pirata inadivertido

Marco Leone Fernandes
Publicado em 08/05/2012 às 10:25
A indústria tradicional de software está baseada em um único ativo, a propriedade intelectual, de acordo com a Lei nº 9609/98 de 20 de fevereiro de 1998, na qual os programas de computador ficam incluídos no âmbito dos direitos autorais, sendo proibidas a reprodução, a cópia, o aluguel e a utilização de cópias de programas de computador feitas sem a devida autorização do titular dos direitos autorais.
Cada vez mais, fabricantes de software, bem como seus clientes e concorrentes, se encontram envolvidos em sérios debates e litígios acerca do uso não autorizado ou inapropriado de seus produtos, o que leva a pesadas multas e indenizações. O pior disso tudo é que na grande maioria das vezes, esse problema se inicia de maneira não intencional, o que não ameniza em nada o fato do uso irregular.
Toda vez que um software é adquirido, cabe a quem adquiriu entender o modelo correto de utilização, nos mais diferentes usos e ambientes. O mesmo software pode ter um modelo de comercialização para utilização em produção, outro diferente em ambiente de desenvolvimento, outro para homologação e testes e outro ainda para os casos de disaster recovery. Essas informações devem estar explicitas no contrato de licenciamento e cabe a você zelar pelo uso apropriado. É preciso atentar para o fato de que mesmo quando você não assina um contrato de licenciamento, no momento de sua instalação, você aceita tácitamente os termos desse licenciamento, assinando e aderindo a esse contrato e seus direitos e obrigações, e por muitas vezes se tornando inadevertidamente um Pirata Digital.
A pirataria intencional, incluindo a de software, é crime, e consiste no ato de reproduzir ilegalmente um programa de computador, sem a autorização expressa do titular da obra e, consequentemente, sem a devida licença de uso. Segundo a Lei 7.646/87, a violação de direitos autorais de programas de computador é punível com pena de detenção de 6 meses a 2 anos e multa, além de ser passível de ação cível indenizatória.
Infelizmente, mais de 50% de todo software em uso no Brasil é pirata ou está licenciado inadequadamente. A chamada Pirataria Corporativa, acontece quando se reproduzem softwares pelos empregados, para uso nas empresas, sem a aquisição das respectivas Licenças de Uso, o que causa para as empresas grandes prejuizos além de danos à sua imagem e à sua Governança Corporativa. Segundo informações do site da Associação Brasileira de Software (ABES), as multas para uso intencional e indevido de software pode chegar a até 3000 vezes do seu valor original.
As grandes fabricantes de software criaram departamentos para verificação de licenças, que tem por objetivo auxiliar seus clientes a validarem seus ambientes e se certificarem que estão em conformidade com as práticas e modelos de uso adequados ao licenciamento contratado. A melhor maneira de se evitar esses problemas é promover verificações regulares do seu inventário de software, implementar políticas rígidas de controle e, principalmente, garantir a educação e concientização dos seus colobaradores.Marco Leone Fernandes
Gestão
    

Avaliação 360°... Centígrados!

Avaliação 360°... Centígrados!

Marco Leone Fernandes
Publicado em 09/04/2012 às 13:03
Existe uma máxima em administração que ensina não ser possível gerenciar o que não se pode medir. O desempenho de vários profissionais se baseia em elementos mensuráveis como metas estabelecidas e resultados alcançados, mas existe uma outra série de fatores importantes na avaliação de um colaborador que são de análise subjetiva, contudo não menos importantes, tais como: boa comunicação, integridade, capacidade de influência, autoconfiança, capacidade de trabalhar em equipe, visão sistêmica e o seu poder transformador.
A grande dificuldade em avaliar esses fatores subjetivos pode ser minimizada pela avaliação em 360°, onde todas as pessoas que interagem profissionalmente com um indivíduo, entre eles, subordinados, colegas, superiores e clientes internos e externos, participam fornecendo sua percepção, que será comparada com uma autoavaliação e ajudará a contribuir para o desenvolvimento desse profissional na organização.
Os resultados esperados dessa avaliação incluem a identificação de oportunidades de melhorias para cada indivíduo, bem como a identificação dos pontos fortes e fracos de cada participante quanto à liderança, flexibilidade, respeito ao próximo, tomada de decisões, organização, proatividade, capacidade de inovar, de oferecer feedbacks e de persuasão, entre outros.
Essa ferramenta pode ser muito poderosa desde que bem implementada. O profissional bem preparado para essa avaliação se sentirá menos vulnerável a essa exposição ampla e deverá receber esses comentários e avaliações sobre o seu desempenho de maneira receptiva. Isso evitará a resistência natural às críticas e a incineração pública dos participantes.Avaliação 360°... Centígrados!

As estórias que os números contam

As estórias que os números contam

Gestão

As estórias que os números contam

Marco Leone Fernandes
Publicado em 07/03/2012 às 17:05

Um dos grandes desafios de um vendedor é conseguir descobrir a necessidade de seus clientes no momento de sua gênese. Essa capacidade permitirá que ele se antecipe à concorrência e auxilie o seu cliente, nessa fase de cognição, a criar a imagem da solução que ele procura, fazendo as perguntas que direcionem o seu cliente a perceber o diferencial competitivo da sua oferta como o mais relevante.
O grande problema é que nem sempre o vendedor consegue estar no cliente certo, na hora certa, a não ser que ele tenha investido o tempo e o esforço adequado na preparação dessa prospecção. Para tal objetivo, se pode fazer uso de informações externas quanto a concorrência e tendências de mercado ou internas tais como base instalada e segmentação, contudo, existe uma fonte muito poderosa ainda pouco utilizada: as informações financeiras do seu cliente.
Quais são então as estórias que os números nos contam e por que elas são importantes?
Não existe mais nenhum tipo de investimento, feito por grandes empresas, que não passe por uma avaliação financeira minuciosa, as prioridades são determinadas pelo retorno que esse investimento trará e em quanto tempo o próprio investimento se paga. Saber de quem comprar, o que comprar, o momento ideal, como pagar e quando pagar, também é fundamental nesse sentido.
Muito mais fácil será a aprovação do seu projeto por seu cliente se ele estiver motivado por um evento financeiro necessário e que, além disso, ajude a aumentar a receita, melhorar a utilização dos ativos, aumentar a margem e gerar um fluxo de caixa positivo.
Segue uma lista desses principais eventos que justificarão a necessidade do seu projeto:
1.Mudanças estruturais: reestruturações, consolidações e grandes mudanças organizacionais normalmente são seguidas de momentos com ênfase em otimização de recursos e corte de custos;
2.Mudanças de pessoal: nova liderança, aumento ou diminuição abrupta de pessoal, centralização ou descentralização de recursos de TI geralmente justificam mudanças nos níveis de diretoria/gerência, consolidação de ativos de TI, reavaliação de investimentos;
3.Mudanças de local: expansão geográfica, reconfiguração de pessoal favorece terceirizações, oportunidades para novos provedores de serviços e investimentos em segurança e controle;
4.Mudanças no perfil de investimento: grandes variações de Capex e grandes processos de aquisição. Crescimento de Capex aumentará a pressão por financiamento no futuro, reduções significativas de Capex podem sinalizar problemas de caixa. Interromper ou iniciar grandes aquisições podem indicar mudanças de planos;
5.Mudanças de políticas internas, marcos regulatórios e de legislação ocasionarão maiores preocupações com confidencialidade, segurança da informação, processos mais complexos de aprovação e adaptação dos recursos existentes nessas mudanças, updates e upgrades;
6.Mudanças de estratégia ocasionam novos objetivos, alterações de modelo de go-to-market e novas segmentações, direcionam mudanças de precificação, criações de novos produtos e investimentos em marketing e publicidade.
Essas são somente algumas estórias que o balanço e os relatórios financeiros dos seus clientes poderão contar a você, sempre levando em consideração que seu cliente precisa perceber um valor maior no que ele receberá de você, do que o preço do seu produto e serviço.